Num dia frio e chuvoso, a manifestação de 7 de Setembro em favor do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, reuniu cerca de 28 mil pessoas nesta segunda-feira na avenida Paulista, em São Paulo. Assim como em outras sete capitais, os atos de campanha eleitoral organizados por partidos de direita foram também de protesto contra o ministro Alexandre de Moraes e a favor de seu colega, André Mendonça.

Os atos expuseram com clareza o partidarismo no conflito no Supremo Tribunal Federal em torno do caso Master. Em São Paulo, o mote era “Fora Lula, fora Moraes”. Apoiadores de Flávio Bolsonaro manifestaram apoio a Mendonça, evangélico, indicado ao STF por Jair Bolsonaro e relator do caso Master; e hostilizaram Moraes, que impediu tentativas de golpe de Bolsonaro na eleição de 2022, foi relator do processo que levou à sua condenação em 2025 e manteve ligações com o dono do Master, Daniel Vorcaro.

O público em São Paulo ficou aquém de esperado pelo PL e por movimentos de direita, que era em torno de 100 mil pessoas. O cálculo de 28 mil no momento de maior pico foi feito pelo Monitor do Debate Político da USP/Cebrap em parceria com a ONG More in Common.

Em seu discurso, Bolsonaro atacou Alexandre de Moraes, mas evitou atacar todo o STF para proteger Mendonça. “Nós temos que proteger o STF de Alexandre de Moraes, aquela laranja podre. O Supremo não é Alexandre de Moraes”, disse.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o deputado Nikolas Ferreira, compareceram e discursaram na manifestação. As presenças dos dois – que são populares, mas vinham evitando aparecer em atos públicos em favor de Flávio – podem ser consideradas ganhos eleitorais para Flávio.

Pouco antes da manifestação em favor de Fl[avio, o candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, estendeu um painel que mostrava um boneco de Alexandre de Moraes preso.

Em Brasília, o presidente Lula, candidato à reeleição, participou da cerimônia de 7 de setembro ao lado dos presidentes do Supremo, Edson Fachin, da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre. Por ser um evento de Estado, Lula não pôde fazer nenhuma manifestação eleitoral.