O anúncio oficial do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato do PSD à Presidência da República, nesta segunda-feira (30), estanca a crise da desistência de Ratinho Júnior, mas não agrada a todo o partido. Há ressentimentos por Gilberto Kassab, presidente do partido, não ter consultado a cúpula antes de optar por Caiado, que se filiou há apenas dois meses.
Parlamentares ouvidas pelo Bastidor consideram a candidatura uma iniciativa pessoal de Kassab, que pode trazer problemas futuros, especialmente porque o PSD integra o governo Lula com três ministros, enquanto Caiado é declaradamente antipetista.
Há críticas ao fato de Caiado não ter trajetória dentro do partido. Uma dos parlamentares lembrou que, em 2022, Geraldo Alckmin tentou deixar o PSDB para se filiar ao PSD para ser vice de Lula. Foi barrado sob o argumento de que candidatos a cargos relevantes precisavam ter histórico na sigla. Não é o caso de Caiado agora.
Outra avaliação é que Caiado poderia ter maior aceitação se tivesse sido trabalhado com antecedência. Ainda assim, a pré-candidatura não deve alterar significativamente o cenário interno, já que Kassab dá autonomia às lideranças regionais. Apesar do posicionamento antipetista de Caiado, o PSD mantém alas alinhadas ao presidente Lula.
Caiado deixou o União Brasil em janeiro deste ano por falta de espaço para ser candidato a presidente. Acabou candidato porque o governador do Paraná, Ratinho Junior, desistiu de disputar a Presidência na semana passada.

