Em laudo enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, peritos da Polícia Federal afirmaram que o ex-presidente Jair Bolsonaro pode seguir cumprindo pena na Papudinha, como é chamada a sala de estado-maior da Polícia Militar do Distrito Federal, no Complexo da Papuda, em Brasília.

A avaliação foi feita a pedido da defesa do ex-presidente. Moraes encaminhou o laudo aos advogados de Bolsonaro e à Procuradoria-Geral da República, para que dêem seus pareceres em cinco dias.

Os advogados de Bolsonaro querem que Moraes conceda a Bolsonaro direito à prisão domiciliar humanitária, devido a seu estado de saúde.

Entretanto, segundo os peritos, as enfermidades não impedem Bolsonaro de ficar na Papudinha. No documento, eles afirmam que o ex-presidente tem recebido o acompanhamento médico necessário e tem tomado os remédios prescritos.

Um dos problemas apontados pela defesa de Bolsonaro são suas recorrentes crises de soluço. Porém, os peritos disseram que o ex-presidente passou a fazer uso de uma nova medicação e relatou ter sentido uma melhora na situação.

Sobre a queda que Bolsonaro teve quando ainda estava preso na carceragem da Polícia Federal, no final do ano passado, os peritos avaliaram que ter sido causada por dieta pouco nutritiva ou por interação entre os vários remédios que o ele toma. Os peritos sugeriram que Bolsonaro seja acompanhado por nutricionista e faça atividades físicas.

Na Papudinha, Bolsonaro está preso sozinho em um espaço que pode manter até quatro pessoas. Tem cama e banheiros individuais, ar-condicionado, uma pequena cozinha e uma ampla área aberta. Também goza de direitos básicos a outros presos, como visitas de familiares, desde que sigam as regras impostas pela administração.

O local ainda conta com uma unidade básica de saúde, com médicos, fisioterapeuta, dentista e espaço para intervenções de urgência. A estrutura também foi avaliada pelos peritos da PF, que sugeriram a instalação de grades de apoio nos corredores e boxes dos banheiros e a instalação de uma campainha para emergências.

Leia a íntegra do relatório da Polícia Federal