A Polícia Federal trabalha com dois procedimentos administrativos disciplinares no caso do escrivão e ex-deputado Eduardo Bolsonaro, do PL de São Paulo. A Corregedoria da PF no Rio abriu uma sindicância na terça-feira (27) por abandono de cargo.

Após Eduardo perder o mandato em dezembro, a PF determinou que ele retornasse a seu posto na superintendência da PF no Rio. Eduardo vive foragido nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado e não voltou porque teme ser preso.

Uma das alternativas mais rápidas encontradas pela cúpula da PF foi iniciar uma sindicância por faltas injustificadas. Mas os procedimentos são demorados, por exigirem manifestações de defesa e mais elementos que comprovem a intenção de Eduardo de abandonar o cargo.

O salário de Eduardo como escrivão da PF está congelado, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após ele ser indiciado junto de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, por coação no curso do processo da trama golpista.

O caso de Eduardo é semelhante aos do colega Alexandre Ramagem -que também vive foragido nos EUA- e Anderson Torres. Os dois foram demitidos da função na PF após serem condenados pela trama golpista de 2022.