Cresceu neste início de ano a pressão do PT para que Fernando Haddad seja o candidato do partido na eleição para o governo de São Paulo. Ele vai deixar o Ministério da Fazenda até março e resiste à ideia de voltar a disputar um cargo majoritário.

A nova ofensiva se dá em meio às indicações de que o atual governador, Tarcísio de Freitas, disputará a reeleição. Caso Tarcísio optasse pela disputa à presidência, o PT daria prioridade a um apoio a Geraldo Alckmin em São Paulo. O vice-presidente já sinalizou, contudo, que pretende seguir ao lado de Lula na disputa pela reeleição.

As bancadas estadual e federal do PT em São Paulo já fecharam questão em torno de Haddad. Levaram a Lula nos últimos dias que, diante das opções postas, a melhor alternativa é a candidatura do ministro. Sem Haddad e Alckmin, os outros dois nomes no radar são dos ministros Márcio França e Simone Tebet. Os deputados do PT rechaçam.

Há uma equação a ser revolvida na aliança. Além do cargo de governador na chapa, o PT quer ocupar uma das vagas para o Senado. O partido considera improvável uma vitória de Haddad sobre Tarcísio, mas vê como grande a possibilidade de eleger um senador.