Um hotel de luxo no interior do Paraná, ligado à família do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, é utilizado para a prática de jogos ilegais, segundo reportagem do portal Metrópoles. O Tayayá Aqua Resort, em Ribeirão Claro, no norte do estado, foi inaugurado em 2008, por uma incorporadora que tinha entre os sócios dois irmãos do ministro, José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli.
Segundo a reportagem, os irmãos do ministro venderam a participação que tinham no empreendimento, no fim de 2025, ao advogado Paulo Humberto Barbosa, que atua para a J&F e tem ligações societárias com o grupo. Mesmo assim, o espaço ainda é considerado por funcionários e pessoas da cidade como o “resort do Toffoli”, em referência ao magistrado, que se hospeda com frequência no local.
A jogatina, segundo a reportagem, ocorre em um espaço dedicado à prática, com máquinas que funcionam como caça-níqueis, mas são regulamentadas no Paraná, à margem da lei federal. O Bastidor já mostrou como funcionam esses espaços. Além disso, há mesas para jogos de cartas com apostas em dinheiro, inclusive com a participação de crupiês, para organizar as partidas, essas sem o respaldo legal.
O ministro não só é hóspede frequente do hotel como realiza eventos no local. Em dezembro, depois da venda da participação dos irmãos, ele promoveu uma festa para cerca de 180 convidados, segundo funcionários. O convescote bloqueou o funcionamento normal do resort.
Funcionários também afirmam que Toffoli é dono de uma casa que fica em uma área nobre da propriedade, afastada do prédio principal do hotel. O local é frequentado apenas por ele e por seguranças. Os demais funcionários não têm permissão para ir à casa. O ministro também não conversa com os demais trabalhadores do local, delegando essa tarefa aos assessores que o acompanham.
O hotel é bastante exclusivo. As diárias custam a partir de 2 mil reais. Para ter acesso, é preciso ir de avião fretado até Ourinhos, no interior de São Paulo. De lá, ainda é necessário mais um voo de helicóptero. Funcionários relataram que, além de Toffoli, outros membros do STF também já se hospedaram na propriedade. Entre eles, está a ministra Cármen Lúcia.

