A crise do governo com partidos do Centrão faz crescer no PT a defesa de uma chapa pura na disputa pela reeleição do ano que vem, com um petista como vice do presidente Lula. O plano é reforçado pela hipótese cada vez mais remota de ter o PSD na vice, diante da candidatura de Tarcísio de Freitas ao Palácio do Planalto, e de dificuldades com outros partidos.
Sem o PSD, o MDB é considerado a possibilidade mais viável. O governador do Pará, Helder Barbalho, quer o posto. Lula gosta dele, mas vai ter que conquistar adeptos à candidatura do petista além do Norte e Nordeste.Mas vai depender muito dos núcleos do partido em São Paulo e na região Sul. Em São Paulo, o partido tem forte ligação com Tarcísio.
Caso o governador de São Paulo confirme sua candidatura à Presidência, o PT pretende convencer Geraldo Alckmin a disputar o quarto mandato no estado. A chapa contaria com os ministros Simone Tebet e Márcio França – um deles seria vice de Alckmin e o outro candidato ao Senado.
Outra possibilidade para São Paulo é o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que deixará o governo em abril. Não necessariamente para disputar a eleição: Haddad quer ser um dos coordenadores da campanha de Lula à reeleição.
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