Intensificou-se na última semana um movimento entre bolsonaristas para convencer o senador Flávio Bolsonaro, do PL, a ser o vice Tarcísio de Freitas, do Republicanos, na disputa pela Presidência da República na eleição de 2026. O problema é que só os bolsonaristas autores da ideia querem. Flávio não quer ser vice de Tarcísio e Tarcísio não quer Flávio como seu vice.
Flávio Bolsonaro tem dito a pessoas próximas que prefere tentar a reeleição e, dado o prognóstico de aumento de senadores de direita na próxima legislatura, almeja disputar a presidência da Casa. Flávio faz parte do plano do pai, Jair Bolsonaro, de ter maioria da direita no Senado para conseguir aprovar processos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, em especial Alexandre de Moraes.
Tarcísio de Freitas também não quer. Foi convencido por aliados do Centrão, principalmente PP e União Brasil, de que um vice com sobrenome Bolsonaro elevaria automaticamente o índice de rejeição da possível chapa.
Hoje, são três os nomes principais discutidos para ocupar a vice de Tarcísio: Romeu Zema, governador de Minas, Ratinho Jr, governador do Paraná, e a senadora Tereza Cristina, como revelou o Bastidor em setembro. Corre por fora o senador Ciro Nogueira, cujas atitudes levaram aliados a crer que trabalha pela vaga.
Desses, nenhum convence a maior família Bolsonaro. O ex-presidente e seus filhos Eduardo e Carlos insistem em ter alguém da família na chapa, de preferência como candidato a presidente. Só Flávio discorda.
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