A ministra Marluce Caldas, do Superior Tribunal de Justiça, negou um pedido de habeas corpus para a médica Nilla Vitória Ribeiro Campos, acusada de lavar parte do dinheiro do roubo de 3 bilhões de reais de instituições financeiras, no maior ataque hacker do país.
Embora tenha negado a soltura de Nilla na sexta-feira (24), a ministra do STJ determinou que o Tribunal de Justiça de São Paulo, onde tramita a investigação, reavalie a prisão preventiva da médica em até 10 dias. Ela segue presa em Goiânia.
Nilla Vitória é noiva de Patrick Zanquetim de Morais, apontado como o principal lavador do dinheiro roubado na C&M Software. Juntos, eles lavaram mais de 200 milhões. O casal foi preso na operação Magna Fraus deflagrada pela Polícia Federal em 16 de julho.
Outro investigado que tentou habeas corpus no STJ foi Gabriel Bernardes Ferreira de Faria. O presidente do STJ, o ministro Herman Benjamim, negou o pedido por entender que o caso não havia ainda sido analisado por outras instâncias. Gabriel fugiu para Alemanha logo após o roubo.
A investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Federal busca identificar se há relação entre o ataque hacker à C&M e outros semelhantes, ocorridos logo depois.
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