O historiador e sindicalista João Luiz Fukunaga deixou nesta sexta-feira (17) o comando da Previ, o fundo de previdência dos funcionários do Banco do Brasil. Ele estava no cargo desde 2023 e assumirá a diretoria de Relações Governamentais e ASG da EloPar, holding formada por BB e Bradesco.
Em dois anos de gestão, Fukunaga foi afastado duas vezes do cargo pela Justiça, sob o argumento de que não tinha qualificação. As decisões ocorreram em meio à tentativa do governo de emplacar um aliado no comando da Vale, onde a Previ tem duas vagas no Conselho de Administração.
O perfil de Fukunaga era contestado pelo mercado. Embora fosse funcionário de carreira da Previ, sua formação não era voltada para a área de negócios. Também contava contra a falta de experiência no comando de grandes empresas ou fundos. A Previ é o maior fundo de previdência do país, com patrimônio de 270 bilhões de reais.
Em um vídeo de despedida, Fukunaga citou que houve um superávit nas contas do fundo no último trimestre. No ano passado, a Previ teve um déficit de 17 bilhões de reais, o que levou a um pedido de investigação da política de investimentos do fundo pelo ministro Walton Alencar no Tribunal de Contas da União (TCU).
Assim que a demissão foi anunciada ao conselho diretor da Previ, o Banco do Brasil, mantenedor do fundo, anunciou Márcio Chiumento, que era diretor de Participações, para a presidência e Adriana Chagastelles para a diretoria de Participações. Ambos são funcionários de carreira do banco.
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