Quase dois meses após a deflagração de três operações contra lavagem de dinheiro no setor de combustíveis para o PCC (Primeiro Comando da Capital), o dono da Copape, Mohamad Hussein Mourad, principal líder do esquema, segue foragido. Os investigadores suspeitam que ele esteja no Líbano.
Segundo pessoas a par da investigação, a Polícia Federal segue duas linhas de investigação para localizar Mohamad. Uma delas está concentrada em acompanhar pessoas que trabalhavam informalmente para o empresário em São Paulo.
A outra se concentra em identificar pessoas que estejam seguindo com os negócios do empresário. Como saiu às pressas, Mohamad deixou operações em aberto. A PF já identificou movimentações em suas empresas, como a tentativa de reaver caminhões da frota usada para distribuição de combustíveis.
A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar uma suspeita de vazamento da operação, que possibilitou a fuga de Mohamad e de seu colega, Roberto Augusto Lema, conhecido como Beto Louco. Policiais que monitoravam Mohamad acreditam que ele fugiu uma semana antes da operação. Deixou o Brasil, seguiu para um país vizinho e após alguns dias partiu para o Líbano. Não há informações se ele segue no país ou não. Os investigadores também buscam informações junto das autoridades estrangeiras.
Logo após o fim da operação, a Justiça de São Paulo determinou a inclusão do nome de Mohamad e de Roberto Augusto Lema na lista de difusão vermelha da Interpol. Os nomes deles não estão na lista pública, a pedido dos investigadores.
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