A Gol e a Azul anunciaram na noite de quinta-feira (25) que desistiram de compartilhar suas infraestruturas e de negociar uma fusão. Segundo a Gol, o fim da parceria iniciada em janeiro e das negociações mantidas desde maio foi motivado pela restruturação solicitada pela Azul à Justiça dos EUA.

Em setembro, a Azul pediu proteção judicial para se reorganizar financeiramente e pagar 2 bilhões de dólares em dívidas. A solicitação é muito similar ao pedido apresentado pela Gol em janeiro de 2024 e encerrado em junho deste ano, com base no Chapter 11, mecanismo da legislação americana que trata de reorganização judicial.

Ao anunciar sua saída do Chapter 11, a Gol informou a quitação das dívidas emergenciais, a renegociação de outros débitos, a obtenção de financiamento de 1,9 bilhão de dólares e a capitalização de cerca de 12 bilhões de reais, convertidos em novas ações da empresa. Naquele momento, a Gol tinha 900 milhões de dólares em caixa.

A reoganização da Gol também terminou com a renúncia de Ricardo Constantino ao cargo de vice-presidente do Conselho de Administração. A saída de Ricardo, filho do fundador da empresa, Nenê Constantino, serviu para que cerca de 80% das ações da companhia fossem controladas pelo Grupo Abra.

Clique aqui e aqui para ler os comunicados da Gol e aqui para ler o comunicado da Azul.

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