O PT de Minas Gerais está decidido a apoiar o senador Rodrigo Pacheco, do PSD, como candidato ao governo do estado ano ano que vem. Só ele. Se Pacheco desistir, o PT terá problemas em apoiar seu natural substituto, o ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira, também do PSD.
Pacheco está indeciso há meses. No mês passado, pediu um tempo ao presidente Lula para decidir se será candidato a governador. Na prática, espera os concorrentes serem definidos para calcular as chances de ser eleito.
O problema do PT mineiro está aí. Uma negativa de Pacheco à proposta petista abriria espaço para Alexandre Silveira postular a vaga com o apoio de Lula. Silveira tem apoio do presidente no governo, a ponto de resistir a ataques do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e a reclamações de uma bancada inteira, inclusive Pacheco.
Silveira não conta com a mesma simpatia de Pacheco junto ao PT no estado. Sua indicação, avaliaram petistas ao Bastidor, racharia o partido e colocaria em risco a reeleição de Lula. Minas é o segundo colégio eleitoral do país.
Silveira perdeu a eleição para o Senado em 2022 e já é alvo de uma fritura preventiva, para o caso de se colocar como potencial candidato ao governo do estado. Além de questionamentos à capacidade de garantir a Lula vantagem em Minas, há insatisfações antigas com a postura do ministro, que tem uma agenda própria e não costuma atender aliados.
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