Em decisão unânime, o Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a incorporação da BRF pela Marfrig em sessão extraordinária nesta sexta-feira (5). O Cade não impôs restrições à operação.
A união entra as companhias começou a ser analisada em maio e já havia sido aprovada sem restrições pela Superintendência-Geral do órgão em junho. Porém, um questionamento da Minerva, concorrente das duas empresas, levou o caso ao tribunal da autarquia.
Segundo a Minerva, a participação acionária do fundo Salic (Saudi Agricultural and Livestock Investment Company) nas três empresas (Minerva, Marfirg e BRF) poderia levar a conflito de interesses.
O conselheiro Victor Fernandes, que proferiu o voto que foi acompanhado pelo Tribunal, entendeu que há mecanismos suficientes na legislação e no estatuto das empresas envolvidas que impedem qualquer efeito negativo no mercado e nas companhias. Ele foi acompanhado pela maioria, ficando vencido o relator originário do processo, Gustavo Augusto, presidente do Cade.
A união entre BRF e Marfrig criará uma das maiores empresas brasileiras do setor de proteína animal, com receita de 152 bilhões de reais nos últimos 12 meses.
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