Três megaoperações distintas acontecem na manhã desta quinta-feira (28) contra esquemas criminosos no setor de combustíveis, que envolvem adulteração, fraudes fiscais, lavagem de dinheiro e associação ao crime organizado.

Uma delas, conduzida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo e pela Receita Federal mira um esquema de fraude e lavagem de dinheiro em redes de postos de combustíveis associadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC), a maior facção criminosa do país.

Essa operação foi batizada de Carbono Oculto e tem como foco de combater a sonegação de impostos e o uso indevido do metanol importado para produção de gasolina adulterada, além do crime de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

Ao mesmo tempo, a Polícia Federal (PF) e a Receita Federal deflagram outras duas operações distintas, mas com o mesmo objetivo e alvos. A ação policial foi batizada de Quasar e mira a estrutura financeira da organização criminosa, que utilizava fintechs para movimentar o dinheiro ilícito obtido com fraudes no setor de combustíveis, além do uso de fundos de investimento para ocultação de patrimônio. Nesse caso, foram expedidos 12 mandados de busca e apreensão em São Paulo.

A outra operação é chamada Tank e mira uma organização criminosa no Paraná, que movimentou mais de 23 bilhões de reais com adulteração de combustíveis. Foram expedidos 14 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão no Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.

Entre os alvos da operação Carbono Oculto está o empresário Mohamad Hussein Mourad, dono da Copape, empresa do setor de petróleo e gás natural, com extenso histórico de problemas com a lei e proibida de operar. Outro alvo é Flávio Silvério Siqueira, empresário que, segundo a PF, é suspeito de atuar na lavagem de dinheiro por meio de postos de gasolina.

A Copape é investigada pelo Ministério Público paulista por suspeita de ligação com o PCC. Está proibida pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) de exercer atividades de formulação e distribuição e atuar como agente de comércio exterior. Como mostrou o Bastidor, a Copape deve 416 milhões em impostos ao governo paulista. É alvo de processos na alçada tributária que podem elevar este valor a 2 bilhões de reais.

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