A federação formada entre União Brasil e PP ainda não foi homologada, mas já enfrenta disputas em Pernambuco com potencial de afetar alianças no plano nacional. Os dois partidos estão em lados opostos na disputa pelo governo do estado.

O PP apoia a governadora Raquel Lyra (PSD), que buscará a reeleição, enquanto o União Brasil está, até agora, ao lado do prefeito de Recife, João Campos (PSB), que já confirmou a aliados a sua candidatura.

Faltando mais de um ano para a eleição, as chapas já são discutidas. E é aí que reside uma guerra por espaço que tornam adversários políticos os que farão parte da federação.

O PP quer lançar para o Senado, na chapa de Raquel, o deputado federal Eduardo da Fonte, presidente da sigla em Pernambuco. O União Brasil discorda: defende a candidatura de Miguel Coelho, ex-prefeito de Petrolina e filho do ex-senador Fernando Bezerra Coelho.

Raquel ainda tenta um movimento improvável: quer que uma das vagas em sua chapa seja destinada ao senador Humberto Costa, do PT, que busca a reeleição e é dado como certo na campanha adversária, de João Campos, pela histórica aliança PT-PSB.

João Campos negocia a outra vaga ao Senado em sua chapa com Silvio Costa Filho, ministro dos Portos e Aeroportos, do Republicanos.

A falta de unidade entre União e PP ameaça a reeleição da governadora. Pesquisas internas apontam para o favoritismo de Campos, o que fez aliados de Raquel acelerar as composições, antes mesmo da federação ser efetivada.