O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Luís Felipe Salomão, determinou prazo de 15 dias para que o presidente Jair Bolsonaro informe quais são as evidências de fraudes nas eleições de 2018.
A decisão do TSE foi baseada em recentes declarações públicas de Bolsonaro que lança suspeitas sobre a lisura do processo eleitoral que conta com urnas eletrônicas.
Em declaração divulgada em 9 de junho nas redes sociais, Bolsonaro afirma: “Eu fui eleito no primeiro turno. Eu tenho provas materiais disso. Mas o sistema, né, a fraude que existiu sim, me jogou para o segundo turno. Outras coisas aconteceram e eu só acabei ganhando porque tive muito voto e algumas poucas pessoas que entendiam de como evitar ou inibir que houvesse a fraude naquele momento, nos elegemos”.
Outra declaração de Bolsonaro, em 6 de janeiro de 2021, replica o comportamento de Donald Trump, nos Estados Unidos, que não aceitou a derrota. “[Após falar das eleições americanas de 2020] E aqui no Brasil, se tivermos o voto eletrônico em 2022, vai ser a mesma coisa. A fraude existe. Eu só fui eleito porque tive muito voto em 2018”.
O discurso da fraude serve para rejeitar derrota de candidatos em vários países. Nos Estados Unidos, Trump apoiou o ataque de extremistas ao Capitólio para evitar a proclamação da vitória de Joe Biden.

