O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) pediu mais um tempo ao presidente Lula para decidir seu futuro político. Não descarta disputar o governo de Minas no ano que vem, mas prioriza uma eventual indicação ao Supremo Tribunal Federal. Há mais de um ano Pacheco está indeciso.

Pacheco é a principal aposta de Lula para o segundo maior colégio eleitoral do país, fundamental para sua reeleição. É tratado pelo presidente como o único capaz de vencer no estado – daí a resistência em estimular disputas entre aliados. A maior parte do PT mineiro também tem no ex-presidente do Senado sua maior esperança.

Pacheco descarta disputar a reeleição ao Senado. Também não se empolga com uma indicação ao Tribunal de Contas da União, o TCU. Disse recentemente a interlocutores que, sem uma vaga no STF ou o governo de Minas, deixaria a vida pública.

O senador é tido como um dos favoritos ao STF em caso de antecipação da aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. Recentemente, ganhou apoio público do ministro Gilmar Mendes. Pacheco disputa a preferência de Lula com o Advogado-Geral da União, Jorge Messias. Outro candidato, que corre por fora, é o ministro Bruno Dantas, do TCU.

Sobre a eleição em Minas, a leitura no entorno de Lula – que aliados de Pacheco corroboram – é a de que o senador é capaz de unir apelo popular contra os candidatos extremistas e garantir o apoio de setores produtivos.

Despontam como candidatos, até o momento, o senador Cleitinho (Republicanos) e o vice-governador mineiro, Mateus Simões, do Novo. Ambos contam com a simpatia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).