A oposição pretende usar o momento ruim entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), com o governo para tentar ressuscitar mais uma vez um projeto de anistia ao ex-presidente jair Bolsonaro.

O motivo da insatisfação de Alcolumbre é a indicação de Jorge Messias – e não do senador Rodrigo Pacheco – ao Supremo Tribunal Federal (STF). Motta diz ter rompido com o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, em razão das suas críticas à condução do PL Antifacção, aprovado na semana passada. Nem Alcolumbre, nem Motta, dizem abertamente que estão rompidos com o governo, nem atacaram diretamente o presidente Lula.

O regime de urgência do projeto de anistia foi aprovado em setembro, após Bolsonaro ser condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado em 2022. Na ocasião também havia dificuldades de Motta com o governo.

Desde então, no entanto, a matéria está paralisada por discordâncias e votos insuficientes para a anistia. A alternativa, um projeto que reduz penas de condenados pelo 8 de janeiro, relatado pelo deputado Paulinho da Força, do Solidariedade, está parado há dois meses pelo mesmo motivo.

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