Faz uma semana que se desconhece quanto o publicitário Alexandre Augusto Teixeira faturou com o Carnaval de Salvador desde que passou a ser o senhor da folia baiana. Como o Bastidor revelou, uma das empresas de Alexandre Augusto, grande amigo de ACM Neto, recebe 20% de qualquer cota de patrocínio fechada com a Prefeitura da capital baiana. O contrato que permite essa taxa está em vigor desde 2014, no primeiro dos dois mandatos de ACM Neto à frente do município. Trata-se de uma verdadeira caixa preta baiana. 

Esse caso demonstra, mais uma vez, o desinteresse dos promotores do Ministério Público da Bahia em fiscalizar os oito anos da gestão de ACM Neto à frente da Prefeitura de Salvador. Até hoje, não há notícia de que tenham aberto qualquer investigação cível ou criminal sobre suspeitas de irregularidades em contratos milionários do município.

Como no caso do carnaval, não faltam indícios consistentes de irregularidades e até de crimes. Nos últimos meses, o Bastidor revelou evidências de que contratos da Prefeitura, na gestão de ACM Neto, foram direcionados a amigos e pessoas próximas ao então prefeito. Há indícios fortes de favorecimento indevido em contratos milionários de obras, de lixo, de publicidade. Onde se examina, há suspeitas. Existem indícios de fraudes em licitações e superfaturamento em contratos, entre outros crimes.

O MP da Bahia, a quem caberia tomar providências e investigar a fundo os casos, permanece parado. O silêncio inclui não responder ao Bastidor por que não investiga as suspeitas – nenhuma delas.