A articulação política do governo saiu da reunião com os líderes da Câmara nesta terça (31) satisfeita e acreditando obter, nas próximas votações, mais votos que os conseguidos para aprovar a taxação dos investimentos em offshores e nos fundos dos super-ricos.

A conta, depois que se cedeu a Caixa Econômica Federal para o PP e se garantiu o loteamento das vice-presidências do banco, é que o número de votos pode subir para 380 ou 390 a favor do governo.

Na votação sobre os impostos dos muito ricos, foram 323 votos a favor e 119, contra. PP e Republicanos, com ministério, Caixa e outros cargos, promete entregar ao governo 90% de suas bancadas.

São dois os projetos prioritários para a articulação nas próximas semanas: a medida provisória que cobra CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido) e Imposto de Renda das empresas que receberam benefícios fiscais dos governos estaduais e o projeto que reforma o ensino médio.