Após nove meses de suspensão, a direção da Polícia Rodoviária Federal (PRF) retomou a parceria na área de inteligência com a Polícia Federal e os Ministérios Públicos estaduais. O acordo havia sido suspenso em fevereiro por portaria do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que determinou que a atuação da PRF deveria se restringir exclusivamente às rodovias federais.
Assim, foram suspensas as participações em operações com a PF e o MP em áreas que extrapolassem a competência da PRF. A medida gerou insatisfação no Ministério Público, que usava policiais rodoviários em operações de combate ao crime organizado.
A retomada ocorrerá especificamente em parcerias entre os setores de inteligência. Caberá a cada superintendente estadual da PRF decidir se participará ou não de operações conjuntas. Será preciso autorização da direção-geral, responsável por avaliar se as investigações têm relação direta com crimes associados às rodovias federais.
A cúpula da PRF já autorizou que até dois policiais da área de inteligência, por estado, possam ser cedidos ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de cada estado. Ainda não está definido quantos policiais serão liberados para parcerias com a Polícia Federal.
Persistem resistências entre superintendentes da PRF em relação à bonificação paga pela participação nas operações. Por outro lado, a PF pressiona para evitar a reativação plena dessa cooperação.
Procurada, a PRF não se manifestou.
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