O depoimento de Danilo Trento à CPI da Pandemia foi fraco. Ele se recusou a responder à maioria das perguntas. Num dos poucos momentos reveladores, o lobista da Precisa Medicamentos afirmou ter participado de um evento público com Flávio Bolsonaro.

Fora do silêncio de Trento, a CPI conseguiu mostrar que as empresas do lobista fizeram movimentações financeiras suspeitas, com indícios de lavagem de dinheiro. As operações identificadas apontam que contas controladas por Trento serviram como passagem entre depósitos de origem ainda desconhecida e contas controladas por Max, o dono da Precisa. 

A Berlin Finance Meios de Pagamentos transferiu R$ 1,2 milhão em duas operações à empresa Primarcial Holding e Participações: uma de realizada em 8 janeiro deste ano (R$ 500 mil) e outra no dia 28 (de R$ 700 mil) daquele mês.

Em seguida, duas novas transferências, mas à 6M Participações – que pertence a Maximiano. Uma delas, de R$ 500 mil, ocorreu em 8 de janeiro; enquanto a segunda, no dia 28, totalizou R$ 600 mil.

Depois foi a vez da Primares Holding e Participações, que também pertence ao dono da Precisa, receber R$ 300 mil no dia 8 e outros R$ 150 mil em 29 de janeiro. Os R$ 450 mil foram novamente transacionados, também nos dias 8 e 29 de janeiro, à Xis Internet Fibras. Ainda não se sabe quais são os beneficiários finais dessas operações.

Confira o organograma apresentado durante a sessão de hoje da CPI:

Os senadores também mostraram durante o depoimento um “ecossistema” de pessoas e empresas que ligam Trento a Maximiano e Tolentino. A teia de conexões envolve parentes e sócios do lobista, do dono da Precisa e do suposto proprietário do FIB Bank.

Confira abaixo: