Uma das usinas investigadas na Operação Carbono Oculto como peça central de um esquema de lavagem de dinheiro do PCC, o Primeiro Comando da Capital, foi alvo de busca e apreensão de máquinas que podem chegar a 30 milhões de reais. A ação aconteceu na quarta-feira (5).
De acordo com o Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal, a usina Carolo foi comprada pelo empresário Mohamad Hussein Mourad, um dos donos da Copape, considerado o líder do esquema que usou o setor de combustíveis para lavar dinheiro da facção. Ele está foragido.
A usina foi comprada pelo fundo Fiagro Participation, que pertence a Mohamad. Segundo as investigações, ele usou fundos de investimento para ocultar sua participação em negócios e se blindar contra medidas judiciais.
Segundo o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco) do MPSP, as usinas compradas por Mohamad usaram uma prática conhecida, em que os “preços dos insumos são inflados artificialmente para sonegar impostos e obter créditos indevidos”. As usinas declaravam comprar cana por um preço maior que o real, para ter direito a créditos tributários.
A busca desta quarta não tem relação com a operação Carbono Oculto, contra o PCC. O caso foi movido por uma empresa que alugou equipamentos agrícolas à usina por 60 meses e não recebeu pagamento.
Segundo o mandado, que corre em segredo de justiça, mesmo após dar o calote e rescindir o contrato, a usina de Mohamad não devolveu os equipamentos: 12 tratores, 4 caminhões e 12 transbordos. Parte das máquinas desapareceu.

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