A Polícia Federal cumpriu nesta terça-feira (17) quatro mandados de busca e apreensão contra servidores vinculados à Receita Federal, suspeitos de acesso irregular e vazamento de dados fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal e de seus familiares. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news, instaurado em 2019 para investigar ataques e disseminação de notícias falsas contra o Supremo.

Os pedidos de busca e apreensão foram expedidos pela Procuradoria-Geral da República (PGR) após levantamentos iniciais da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que identificaram acessos indevidos a informações fiscais de ministros do STF e de seus parentes, incluindo detalhes do patrimônio da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, que foram divulgados em reportagens.

Os mandados foram cumpridos pela Polícia Federal em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, com o apoio da corregedoria da Receita Federal. Além das buscas, Moraes determinou medidas cautelares contra os quatro servidores investigados: monitoramento por tornozeleira eletrônica, afastamento do exercício de função pública, cancelamento de passaportes e proibição de saída do país.

A decisão judicial também autorizou a quebra dos sigilos telemático e bancário dos quatro servidores, com o objetivo de identificar se eles receberam pagamentos para acessar ilegalmente os dados de ministros do Supremo.