O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (11) que a Polícia Federal realize em 15 dias uma perícia médica para avaliar se o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) precisa passar por cirurgia com urgência.
Na terça-feira (9), os advogados de Bolsonaro pediram que Moraes autorizasse a realização de cirurgia no hospital DF Star para tratamento dos soluços – sequela de operações anteriores, por conta da facada de 2018 – e para tratar uma hérnia inguinal unilateral. Os advogados pediram também que fosse concedido a Bolsonaro o benefício da prisão domiciliar humanitária.
Contudo, na decisão dada nesta quinta-feira, Moraes afirmou que os laudos médicos apresentados pela defesa estão desatualizados e que não justificam a urgência do procedimento. Determinou, então, que a PF faça perícia médica para tirar a dúvida.
Moraes ainda afirmou que, desde o início da custódia na Superintendência da PF em Brasília, Bolsonaro é acompanhado por médicos de forma permanente e que não houve comunicação de qualquer emergência.
Enquanto estava em prisão domiciliar, Moraes autorizou que Bolsonaro realizasse um procedimento no hospital. Entre delegados da PF houve um temor à época que a recuperação do ex-presidente pudesse se estender e, sendo assim, exigiria um reforço na segurança do hospital e em seu funcionamento.
Moraes determinou também uma perícia médica para avaliar o estado de saúde do general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), diagnosticado com Alzheimer. O exame será realizado nesta sexta-feira (12). Ele cumpre pena de 21 anos no Comando Militar do Planalto do Exército, em Brasília.

