Após perder o controle da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), o empresário Nelson Tanure sofreu novo revés. Credores executaram parte das ações da Light e da Alliança Saúde que ele havia dado como garantia de um empréstimo contratado em 2020 para comprar a Ligga Telecom.
A execução foi revelada pelo site Brazil Journal. No sábado (7), Light e Alliança enviaram comunicados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) confirmando a operação.
Tanure tinha até então 18,94% da Light e 66,81% da Alliança, segundo os formulários de referência mais recentes das companhias. Após a execução, sua fatia na Light, por meio do fundo Opus, caiu para 9,9%. Na Alliança, a participação, via os fundos Fonte de Saúde e Lormont, recuou para 6,96%.
Não é a primeira vez. Tanure já havia perdido a totalidade de suas ações na Emae após a execução de uma dívida. Ele comprou a empresa por meio de um fundo com recursos da XP Investimentos, mas não pagou a primeira parcela do empréstimo. A XP executou a garantia e vendeu a Emae para a Sabesp.
Tanure também enfrenta uma crise reputacional associada ao caso do Banco Master. Além disso, ele é réu em uma ação penal sob acusação de uso de informação privilegiada (insider trading) em operações envolvendo a incorporadora Gafisa. Com isso, ele tem tido dificuldade em captar novos recursos.
O Bastidor procurou a defesa de Nelson Tanure, mas não houve retorno até o momento.

