A juíza Caroline Rossy Brandão Fonseca, da 3ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, aceitou nesta quinta-feira (30) o pedido de recuperação judicial da Ambipar. A multinacional, com sede no Brasil, alega dificuldades para quitar cerca de 10,7 bilhões de reais em dívidas.

Na segunda-feira (27), o desembargador Mauro Pereira Martins, da 21ª Câmara de Direito Privado do Rio, havia decidido que a 3ª Vara Empresarial é competente para atuar na recuperação judicial. Bancos que têm dívidas a receber da Ambipar haviam questionado a validade do processo no Rio, sob o argumento que a holding controladora do grupo fica em São Paulo.

Com a decisão, a empresa pode ficar até 180 dias sem quitar os débitos que estão prestes a vencer, enquanto apresenta aos credores um plano de pagamento e reestruturação.

Além do pedido no Brasil, a Ambipar também ingressou com uma ação nos Estados Unidos, solicitando a ajuda do Chapter 11, mecanismo legal daquele país que permite a reestruturação de empresas que tenham operações por lá. A Ambipar é conhecida como a principal empresa do ramo de sustentabilidade do mundo.

Bastidor já mostrou que atividades da Ambipar foram questionadas no Congresso e no Tribunal de Contas de Pernambuco. Em Brasília, o questionamento tratou de acordo firmado com o Ministério dos Povos Indígenas, em janeiro, para gerir uma área de 1 milhão de km². Já o TCE-PE analisou contrato firmado com o governo pernambucano para coletar lixo em Fernando de Noronha.

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