Detentores de títulos da dívida externa da Raízen avaliam contratar o banco de investimentos Moelis para organizar um grupo e conduzir possíveis negociações com a companhia sobre uma reestruturação. O escritório White & Case também deve atuar no processo.

A Raízen, por sua vez, contratou o Pinheiro Neto Advogados e o Cleary Gottlieb Steen & Hamilton para buscar alternativas para sua situação financeira.

Na quinta-feira (12), a empresa informou prejuízo líquido de 15,65 bilhões de reais no terceiro trimestre da safra 2025/2026, ante perda de 2,57 bilhões de reais um ano antes. A dívida líquida subiu de 38,6 bilhões de reais para 55,3 bilhões de reais no período, alta de 43,4%.

Segundo a companhia, o resultado foi afetado por um ambiente macroeconômico adverso, com impactos na produtividade agrícola e nos preços do açúcar e do etanol. No trimestre, a empresa registrou impairment de 11,1 bilhões de reais, que concentrou a maior parte do prejuízo.

Em teleconferência, o CEO Nelson Gomes disse que Shell e Cosan, controladoras da joint venture, estão comprometidas em aportar capital para reduzir a alavancagem, que chegou a 5,3 vezes a receita.