A Secretaria de Prêmios e Apostas, vinculada ao Ministério da Fazenda, conseguiu a remoção de 502 perfis de redes sociais que promoviam casas de apostas ilegais, as chamadas bets. Foram abertos processos administrativos contra 535 influenciadores desde que a fiscalização começou, no ano passado.

O mercado de bets é um problema em várias frentes como o Bastidor vem documentando. Segundo uma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC), os gastos com apostas aumentaram o endividamento das famílias e retiraram ao menos 140 bilhões de reais das empresas de varejo entre janeiro de 2023 e março deste ano. Só pelas empresas legalizadas, em 2025, circulou um total de 37 bilhões de reais, conforme a SPA.

A participação de influenciadores digitais nesse mercado é um dos motores do sucesso das bets — legais e ilegais. Vários deles já tiveram que responder a inquéritos, com alguns chegando à prisão temporária, mas até agora não houve condenações contra nenhum nome de relevância nacional, apenas em casos regionais.

Desde o início da fiscalização, a SPA bloqueou o acesso a 41 mil plataformas sem registro, em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações, a Anatel. Esse trabalho tem pouca eficácia: as empresas conseguem burlar as restrições com pouca dificuldade, conforme o Bastidormostrou.