A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (18) a revogação de sua prisão preventiva. Vorcaro está preso desde 4 de março. A petição foi encaminhada diretamente ao presidente da corte, ministro Edson Fachin, que puxou para si a relatoria do caso, antes a cargo do ministro André Mendonça.

São dois os principais argumentos da defesa de Vorcaro. O primeiro é que o prazo da prisão preventiva – 90 dias – venceu em junho, sem que a prorrogação fosse examinada.

O segundo argumento aproveita a crise no Supremo, que gerou um impasse entre os ministros. Os advogados afirmam que o pedido de vista de Flávio Dino na sessão de terça-feira (15) pode manter o caso em suspenso por prazo indeterminado. “O peticionário (Daniel Vorcaro) não pode permanecer preso indefinidamente, à espera de definições que não dependem dele”, escreveu a defesa.

A defesa diz ainda que, desde que foi preso, Vorcaro tentou colaborar com as investigações e que os riscos associados à eventual soltura do banqueiro já não existem mais, visto que todas as contas bancárias dele foram bloqueadas e que não há possibilidade de ele ameaçar qualquer pessoa.

Outro ponto levantado pela defesa é que, para os advogados, Vorcaro está antecipando o cumprimento de uma pena sem ainda ser réu. Passados dez meses desde a primeira fase da Compliance Zero, em 17 de novembro de 2025, de fato, a Procuradoria-Geral da República não apresentou qualquer ação penal contra os investigados.

Caberá a Fachin decidir se revoga ou não a prisão de Vorcaro. Caso negue, a defesa ainda poderá recorrer ao plenário, para tentar reverter a decisão do presidente da corte.