Os ministros Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli se declararam impedidos nesta terça-feira (15) de participar do julgamento no Supremo Tribunal Federal que discute a investigação sobre mensagens de Daniel Vorcaro dirigidas ao ministro Alexandre de Moraes.

O pedido de saída de Nunes Marques do julgamento abre caminho para que ele não participe dos próximos julgamentos sobre o caso na Segunda Turma. Na semana passada, o ministro havia votado para manter a decisão de André Mendonça que afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada. O julgamento foi interrompido por um pedido de vista de Gilmar Mendes.

Nunes Marques justificou o afastamento por sua posição à frente da presidência do Tribunal Superior Eleitoral. Nunes Marques afirmou que julgamento pode ter reflexos sobre a disputa eleitoral de 2026 e que, como presidente do TSE, não participaria do julgamento. “Então não me sinto confortável de participar desse julgamento. Eu me declaro impedido”, disse.

Os nomes de Nunes Marques e de seu filho, Kevin Marques, aparecem em conversas extraídas do celular de Vorcaro. Ao anunciar o impedimento, no entanto, o ministro não relacionou sua decisão a essas mensagens.

O ministro Dias Toffoli justificou sua saída do julgamento desta terça por ter se declarado impedido de examinar o caso Master desde que deixou a relatoria, em fevereiro. Na ocasião, Toffoli decidiu deixar a tarefa depois da reunião em que os outros ministros discutiram um relatório da Polícia Federal que mostrava ligações do ministro com o banco e Daniel Vorcaro.