A Casas Bahia apresentou pedido de recuperação judicial na noite de domingo, 16, à 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo. A ação envolve a holding e mais 9 empresas do grupo, entre elas a Cnova Comércio Eletrônico, a Casas Bahia Tecnologia e a Indústria de Móveis Bartira. As empresas querem a suspensão imediata de execuções e cobranças, antes mesmo de uma decisão formal sobre o processamento do caso.

A companhia busca renegociar 17,3 bilhões de reais em dívidas com fornecedores, tributos e obrigações trabalhistas. Segundo fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários, o pedido foi aprovado pelo conselho de administração e contou com aval do acionista controlador. A companhia atribui a decisão à deterioração de suas condições econômico-financeiras, citando juros elevados, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo e o capital de giro. Afirma que alternativas de liquidez que vinha estruturando não se concretizaram.

O pedido chega um dia depois de a Casas Bahia divulgar prejuízo líquido de 10,1 bilhões de reais no 2º trimestre de 2026, resultado 18 vezes pior que o do mesmo período do ano anterior.

A reestruturação prevê o fechamento de 298 lojas, cerca de 28,7% da rede, e o desligamento de até 3 mil funcionários dos pouco mais de 30 mil da companhia.

Até o início da tarde desta segunda-feira (17), a juíza Taina Maria Leonardo de Oliveira ainda não havia decidido sobre o deferimento do processamento da recuperação judicial.

Leia o comunicado das Casas Bahia: