Com a indecisão de Rodrigo Pacheco, o PT busca alternativas para uma candidatura a governador em Minas Gerais e um palanque forte para o presidente Lula no segundo maior colégio eleitoral do país na eleição de outubro. O senador está de saída do PSD rumo ao União Brasil ou MDB, como antecipou o Bastidor, mas não se mostra disposto a topar o desafio.

Há quatro opções sobre a mesa do PT. As prefeitas Margarida Salomão, de Juiz de Fora, e Marília Campos, de Contagem, são do próprio partido. Discute-se também o nome de Sandra Goulart, reitora da Universidade Federal de Minas Gerais. O Partido Verde, que forma uma federação com o PT, sugeriu o ex-prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda.

Como nenhuma dos quatro opções é competitiva, a prioridade de Lula segue sendo convencer Pacheco, considerado o único com capacidade de vitória. Não ter um candidato forte ao governo de Minas é temerário. No segundo turno de 2022, Lula teve 50,20% dos votos contra 49,80% de Jair Bolsonaro. Na ocasião, o candidato de Lula era o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, que teve 35% dos votos.

A indefinição petista fez o PDT reforçar a candidatura de Kalil. O presidente do PDT, Carlos Lupi, se reuniu nesta quarta-feira (4) com o presidente do PT, Edinho Silva. Lupi chegou a publicar que recebeu “a confirmação do compromisso petista de apoiar” Kalil. Foi desmentido na sequência pelo PT. “A conversa não teve como objetivo a definição de palanques eleitorais nos estados. As definições sobre as candidaturas estaduais seguem em debate e serão construídas em acordo com os diretórios estaduais.”

Um integrante do grupo de trabalho eleitoral do PT confirmou ao Bastidor que não há discussões para um eventual apoio a Kalil. A opção segue sendo Pacheco, que se recusa a disputar.