O Banco do Brasil se recusou nesta nesta sexta-feira (12) a comentar a operação de busca e apreensão da Polícia Federal em escritórios do advogado Nelson Wilians. Desde 2014 Wilians mantém contratos com o Banco do Brasil, como mostrou o Bastidor.

Em entrevista, Wilians afirmou que apenas um contrato com a instituição lhe rendeu 677 milhões de reais. Seu escritório chegou a ser alvo de investigação, sob suspeita de simular a contratação de advogados necessários para enfrentar a demanda. O caso foi arquivado.

Wilians entrou na mira das investigações sobre desvios bilionários em aposentadorias e pensões do INSS por sua relação com o empresário Maurício Camisotti, também investigado e preso pela PF na manhã desta sexta.

Segundo fontes próximas à investigação, uma das linhas de apuração mostra indícios de lavagem de dinheiro, já que Wilians fez transferências de altos valores para empresas ligadas a Camissoti, considerado um dos principais beneficiários do esquema.

Wilians é um adepto das redes sociais e da ostentação. Costuma postar vídeos em que retrata sua vida cotidiana, cercado de seguranças, motoristas particulares, carros caros e viagens internacionais. Na operação Cambota — nova fase da Operação Sem Desconto —, a PF apreendeu em sua casa, em São Paulo, quadros, esculturas e relógios.

Em nota sobre a operação, Wilians afirmou colaborar com as autoridades e disse estar confiante de que a investigação demonstrará sua inocência. Clique aqui para ler a íntegra.

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