As resistências impostas pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, às indicações de Alexandre Silveira para órgãos reguladores surgiram porque o ministro de Minas e Energia ignorou suas opiniões sobre nomes cotados para as diretorias da a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
O senador enviou recados ao ministro sobre suas preferências e seus vetos, mas nunca recebeu resposta. Há cinco meses as indicações do governo para cargos em agências reguladoras estão paradas no Senado.
O Senado tinha dois nomes para a ANP: Arthur Watt Netto, indicado pelo tio de sua cunhada, o senador Otto Alencar, e Daniel Maia, apoiado pelos senadores Ciro Nogueira e Marcos Rogério.
O Senado e Alcolumbre só foram atendidos no caso de Watt Neto, cuja indicação foi enviada ao Senado. Para a outra vaga, o governo bancou Pietro Sampaio Mendes, apadrinhado de Alexandre Silveira, que atua como secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia.
Na Agência Nacional de Energia Elétrica, os preferidos de Alcolumbre são o advogado do Senado Rômulo Gobbi do Amaral — também apoiado pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, de quem é assessor — e Willamy Frota, ex-presidente da Amazonas Energia e ex-diretor da Eletronorte, indicado pelo senador Eduardo Braga.
Mas Silveira quer colocar na diretoria da Aneel Gentil Nogueira de Sá Junior, secretário da Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia.
O Bastidor mostrou que a viagem para Lula Rússia e China foi usada por Lula para buscar uma solução conjunta com Alcolumbre e Silveira. Não deu certo. O Bastidor também mostrou que Alcolumbre e um grupo de senadores reclamaram de Silveira a Lula em um jantar no mês passado.

