O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, determinou o envio da investigação sobre a parcialidade do ex-juiz Sérgio Moro e dos procuradores da Lava Jato em Curitiba ao colega Dias Toffoli, novo integrante da Segunda Turma da corte.

A Reclamação 43.007 foi movida pela defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que questionou as condutas dos integrantes da Lava Jato, devido às mensagens interceptadas por um hacker. Outros réus na Lava Jato usaram o mesmo procedimento para pedir a anulação dos próprios processos.

A reclamação estava com o ministro Ricardo Lewandowski, que se aposentou em abril. Fachin havia herdado algumas ações a cargo de Lewandows, enquanto a vaga de Lewandowski não é preenchida.

Facchin entendeu que o caso está sob a responsabilidade da Segunda Turma e deveria ficar com Toffoli.

Ajuda ao advogado de Lula

O Bastidor mostrou como a ida de Toffoli para a Segunda Turma pode ajudar o presidente Lula a indicar o advogado Cristiano Zanin, que o auxiliou na Lava Jato. Com a movimentação, abriu-se uma vaga na Primeira Turma, o que possibilita que ele não precise declarar impedimento para votar em casos da Lava Jato, salvo se a questão for parar no plenário da corte.