O novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César, afirmou que vai ajustar a estratégia de combate ao crime organizado, mas não deve promover grandes mudanças na estrutura da pasta. Em sua primeira declaração após tomar posse, pregou “uma linha de continuidade” ao trabalho de seu antecessor, Ricardo Lewandowski, com o acréscimo de “alguns fatos novos”.
Wellington se reuniu logo pela manhã com o presidente Lula, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet,o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Discutiram medidas contra o crime organizado. O tema é tratado como fundamental pelo governo para as eleições deste ano.
Logo após sua posse, o ministro repetiu o discurso que outros integrantes do governo Lula adotaram nos últimos meses. Falou da atuação conjunta do Executivo com o Ministério Público e o Judiciário. Reforçou que a integração da PF com a Receita Federal é fundamental. E afirmou que o combate às organizações crimonosas deve ser feito pelo sufocamento financeiro delas.
Wellington confirmou também que manterá Andrei no comando da PF e Antonio Fernando Oliveira à frente da Polícia Rodoviária Federal. Mudanças, caso ocorram, serão feitas nas secretárias nacionais dos órgãos. “Posso mudar um, dois, três ou quatro”, confirmou em coletiva de imprensa.

