A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (14) a operação Estafeta, que mira o prefeito de São Bernardo do Campo, Marcelo Lima (Podemos), por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro. Ele foi afastado do cargo por um ano e terá que usar tornozeleira eletrônica.

Por determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo, os policiais cumprem 20 mandados de busca e apreensão em São Paulo, São Bernardo do Campo, Santo André, Mauá e Diadema. Além disso, foram expedidos medidas de quebras de sigilo fiscal e bancário.

Como mostrou o Bastidor no ano passado, Marcelo Lima já enfrentava problemas com a Justiça. Ele é proibido de se comunicar com duas figuras influentes na região, Mario Cesar Orsolan e Luiz Carlos Furlan, por fraudes em contratos de lixo.

A operação desta quinta começou após a PF apreender, no mês passado, cerca de 13 milhões de reais em espécie com Paulo Iran, auxiliar legislativo da Assembleia Legislativa de São Paulo. Ele não foi preso, mas os policiais encontraram em seu celular informações que mostram uma relação próxima com o prefeito Marcelo Lima. Iran é suspeito de ser o operador financeiro do esquema e está foragido.

Dinheiro apreendido com operador financeiro de Marcelo Lima | Reprodução/PF

Também foram alvos de busca e apreensão o atual presidente da Câmara Municipal de São Bernardo, vereador Danilo Lima Ramos (Podemos), e o suplente de vereador Ary José de Oliveira (PRTB).

Edmilson Carvalho, sócio da Terraplanagem Alzira Franco, que possui contrato com a prefeitura de São Bernardo do Campo, também foi alvo de uma busca e apreensão. A PF apreendeu 400 mil reais em espécie em sua casa.

O Bastidor tenta localizar a defesa dos envolvidos.