A defesa de Filipe Martins afirmou, nesta terça-feira (6), ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-assessor de Assuntos Internacionais do governo Jair Bolsonaro (PL) acessou o perfil no LinkedIn pela última vez em setembro de 2024, antes de ser proibido de usar redes sociais, e pediu a revogação da prisão decretada na sexta-feira (2) pelo ministro Alexandre de Moraes.
No recurso apresentado à Corte, a defesa de Martins afirma que os registros são técnicos e auditáveis, com informações como data, hora, endereço IP e identificador de acesso. Segundo os advogados, esses dados contradizem a afirmação de que o ex-assessor utilizou a plataforma durante o período de restrições. O relatório também aponta que o login partiu de um IP nos Estados Unidos – que, segundo o advogado Jeffrey Chiquini, estaria possivelmente vinculado à própria equipe de defesa, e não a Martins.
O esclarecimento foi prestado após intimação do ministro Alexandre de Moraes, que havia solicitado explicações sobre uma possível atividade de Martins na rede social. Ainda de acordo com a petição protocolada, houve um acesso no domingo (4), realizado por Chiquini.
Condenado a 21 anos por tentativa de golpe de Estado de 2022, Filipe Martins estava em prisão domiciliar desde 27 de dezembro, por decisão de Moraes. Ele ainda não cumpre pena porque os recursos em seu processo não foram esgotados.

