A Polícia Federal mapeou perfis de influenciadores que promoveram publicações com ataques ao Banco Central, a seus diretores e à Febraban, entidade que representa os bancos, por causa da liquidação extrajudicial do Banco Master. A apuração preliminar tramita dentro do inquérito sobre a venda do Master para o BRB.

No caso dos ataques nas redes sociais, ainda não há inquérito formal aberto. Uma pesquisa divulgada pelo jornal O Globo recentemente revela indícios de um ataque coordenado nas redes sociais contra autoridades que cuidam da liquidação do Master. Em linhas gerais, os posts atacam o Banco Central, seu presidente, Gabriel Galípolo, e o diretor de Fiscalização, Ailton de Aquino Santos, e o ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro Renato Gomes.

Dois influenciadores, Rony Gabriel, com 1,7 milhão de seguidores, e Juliana Moreira Leite, com 1,5 milhão, publicaram vídeos em que afirmam ter recebido propostas de uma agência para publicar em seus perfis mensagens com as mesmas críticas. O objetivo era passar a mensagem de que o BC se precipitou ao decretar a liquidação do Master. Os dois declinaram as ofertas.

Após a enxurrada de publicações, a PF começou a mapear e monitorar os perfis. A equipe de investigação prepara um relatório que poderá resultar na abertura de um novo inquérito que tramitará em paralelo ao caso do BRB-Master, caso seja identificados indícios do crime de obstrução de justiça. Nesse caso, a PF terá de pedir autorização do ministro Dias Toffoli, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.

Não há informações públicas até o momento da participação direta ou indireta de pessoas vinculadas ao Banco Master, ou a Daniel Vorcaro, dono do banco, nesses contratos para publicação de ataques ao BC.