O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, indicou nesta terça-feira (01) o senador Rodrigo Pacheco, do PSB de Minas, para a vaga de ministro do Tribunal de Contas da União aberta com a renúncia do ministro Bruno Dantas. A indicação foi formalizada por meio de projeto de decreto legislativo, com assinaturas de 20 senadores de MDB, PSB, PSD, PP, PDT e União Brasil, além do PL e do PT.

A avaliação de quem participou da articulação é que a aprovação deve sair por unanimidade. A votação em plenário deve ocorrer até quarta-feira (2). Pacheco precisa de maioria simples, no mínimo 41 votos, para ser aprovado. Deve passar com facilidade.

A indicação de Pacheco pode ser votada direto ao plenário, sem sabatina prévia em comissão, porque a vaga de Bruno Dantas era do Senado. Das nove cadeiras do TCU, três são de indicação do Senado, três da Câmara e três da Presidência da República, conforme prevê a Constituição.

A escolha consolida a permanência de Pacheco na vida pública depois que ele desistiu de ser candidato ao governo de Minas, no mês passado. A ida ao TCU é considerada uma etapa, pois Alcolumbre trabalha para que Pacheco seja indicado ao Supremo – seja na vaga de Roberto Barroso, que não foi preenchida por Jorge Messias, seja nas duas vagas que surgirão em 2028, com as aposentadorias da ministra Cármen Lúcia e do ministro Luiz Fux.