A direção nacional do Partido Progressista, o PP, reforçou nesta sexta-feira (31) que a legenda manterá a neutralidade na eleição presidencial. A posição foi divulgada em nota após a senadora Tereza Cristina se reunir com Flávio Bolsonaro, do PL, e discutir a possibilidade de ela ser vice na chapa do candidato.

“O Progressistas, após consulta aos seus diretórios estaduais, decidiu, por maioria, permanecer neutro no processo eleitoral. Diante disso, reiteramos a posição de não convocar Convenção Nacional. A decisão já foi comunicada e acatada pela nossa líder no Senado Federal, senadora Tereza Cristina”, diz o texto.

Na quinta (30), Tereza admitiu publicamente pela primeira vez que tratou do assunto com Flávio. No entanto, condicionou a decisão aos “acertos partidários”. Em declaração à imprensa nesta sexta, Flávio afirmou que Tereza aceitou ser vice, mas o acerto dependia do PP. A vice era mais uma pretensão de Flávio do que de Teresa, que pretende ser candidata a presidente do Senado em fevereiro do ano que vem.

O União Brasil, que forma uma federação com o PP, também tem posição majoritária contrária a uma aliança no 1º turno. Há dois principais motivos para a resistência a um apoio a Flávio. O primeiro é que, em alguns estados, União Brasil e PP apoiam o presidente Lula, em oposição ao PL. O outro é o temor de que surjam novas revelações que envolvam Flávio com o caso Master.