A Azul Linhas Aéreas anunciou nesta quarta-feira (18) que fechou um acordo para captar cerca de 300 milhões de dólares em investimentos. O dinheiro será usado para reestruturar a companhia e ajudar no processo de saída da recuperação judicial que enfrenta nos Estados Unidos, por meio do Chapter 11.
A maior parte dos recursos virá das companhias aéreas American Airlines e United Airlines, que investirão 100 milhões de dólares cada uma. No caso da United, o negócio já foi aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e está autorizado a prosseguir. Já o acordo com a American Airlines ainda depende de aval do Cade para que os bônus possam ser convertidos em ações.
O aporte da United será feito dentro da oferta pública de ações da Azul, marcada para sexta-feira (20). A American Airlines, por sua vez, firmou contrato para adquirir bônus de subscrição, que dão o direito de comprar ações futuramente, caso a empresa exerça essa opção e cumpra as condições previstas no acordo.
Os outros 100 milhões de dólares virão de um acordo com parte dos credores da Azul, que aceitaram colocar mais dinheiro na companhia.
Segundo a Azul, o pacote de investimentos é essencial para viabilizar a saída do Chapter 11 ao longo de 2026. A emissão de novas ações, no entanto, deve reduzir a participação dos atuais acionistas. Para evitar essa diluição, eles precisam exercer o direito de preferência na oferta pública e comprar novos papéis.
A Azul entrou com o pedido de recuperação judicial em 28 de maio do ano passado. Na época, a dívida acumulada girava em torno de 5,6 bilhões de dólares. A expectativa da companhia é concluir o processo com a redução de mais de 2 bilhões de dólares em dívidas — montante que pode superar 3 bilhões ao considerar renegociações mais amplas e ajustes com credores — por meio da conversão de dívidas em ações e da revisão de contratos financeiros.
Leia a íntegra do comunicado da Azul:

