O Banco Central anunciou nesta quarta-feira (21) a liquidação do Will Bank, fintech ligada ao conglomerado do Banco Master, de Daniel Vorcaro. A decisão foi tomada depois que a autarquia entendeu que não havia mais possibilidade de salvar a empresa, em virtude da falta de liquidez do Master e da dificuldade para manter as contas em dia.
Desde a liquidação do Master, o Will Bank funcionava sob o Regime Especial de Administração Temporária (Raet), em que o Banco Central assumiu a liderança da instituição, com o objetivo de mantê-la funcionando ao menos até encontrar um investidor interessado em adquirir a empresa. A autarquia argumentou que tomou essa decisão considerando o interesse público e a preservação do sistema financeiro nacional.
Contudo, no último dia 19, o Will Bank não conseguiu quitar o cronograma de pagamentos à MasterCard, por falta de dinheiro em caixa, levando ao descredenciamento da fintech junto à operadora. A situação levou o Banco Central a optar pela liquidação imediata, colocando fim às atividades da empresa.
O Will Bank tinha atuação focada em clientes de classes C e D, em que ofertava cartões sem anuidade e soluções de crédito a essa faixa da população. A instituição foi adquirida pelo Banco Master em 2024, com o objetivo de fortalecer a presença digital do grupo de Daniel Vorcaro, mas a estratégia acabou falhando.
A instituição era considerada de pequeno porte, pelo Banco Central, operando no segmento S3 de regulação. Com isso, o impacto no sistema financeiro nacional pela liquidação específica do Will Bank deve ser menor do que o do Master.
Assim como o Master, o Will Bank também era protegido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Com isso, clientes do banco poderão resgatar depósitos de até 250 mil reais por CPF ou CNPJ. Valores acima dessa faixa ficam sujeitos ao processo de liquidação e falência da fintech, sem prazo ou certeza de recuperação no futuro.

