A direita foi a principal vencedora da eleição para o Senado neste domingo (4). Das 54 vagas em disputa, PL e Novo ficaram com 22. Os partidos do Centrão, como MDB, PP, União Brasil, PSD e Republicanos, elegeram 17. PT e partidos aliados da base governista fizeram 11. PSDB e Podemos completam a conta, com dois senadores cada.

O PL elegeu 19 senadores, o maior número entre os partidos, e ficou com as duas vagas em cinco unidades da federação: Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia e Santa Catarina. Entre os eleitos estão Michelle Bolsonaro, no Distrito Federal, e Carlos Bolsonaro, em Santa Catarina. O PL terá a maior bancada: serão do partido 28 dos 81 senadores a partir de fevereiro de 2027.

O Novo elegeu três: Deltan Dallagnol, no Paraná, Marcel van Hattem, no Rio Grande do Sul, e Lahesio Bonfim, no Maranhão. A candidatura de Dallagnol ainda será julgada pela Justiça Eleitoral.

No Centrão, o MDB elegeu sete senadores, PP e União Brasil três cada, e PSD e Republicanos dois cada. Entre os eleitos estão o ex-presidente da Câmara Arthur Lira, do PP de Alagoas, e Helder Barbalho, do MDB do Pará. O bloco também perdeu nomes de peso: Ciro Nogueira, do PP do Piauí, e Renan Calheiros, do MDB de Alagoas, não se reelegeram. O PSD, segunda maior bancada da Casa no início do ano, elegeu dois.

O PT elegeu seis senadores. Ficou com as duas vagas da Bahia, com Rui Costa e Jaques Wagner, reelegeu Humberto Costa, em Pernambuco, e Rogério Carvalho, em Sergipe, e elegeu Marília Campos, em Minas Gerais, e Samanda de Lula, no Rio Grande do Norte. Entre os aliados do governo, o PSB elegeu três, e PDT e Rede, um cada.

A troca de nomes foi ampla. Dos 54 senadores cujo mandato termina em 31 de janeiro de 2027, 13 não disputaram nenhum cargo e nove concorreram a outros postos ou entraram em chapas como suplentes. Dos 32 que tentaram a reeleição, 14 conseguiram. Ao todo, 40 das 54 cadeiras terão ocupantes novos.

O PT será a segunda maior bancada, com nove senadores, o mesmo número de hoje. Em seguida vêm MDB, com oito, PP e União Brasil, com seis cada, PSD e Republicanos, com cinco cada, PSB, com quatro, Novo, com três, PSDB e Podemos, com dois cada, e PDT e Rede, com um cada.

Por blocos, a direita terá 32 senadores, o Centrão, 30, e o PT e seus aliados, 15. O Centrão encolheu de 31 para 30 senadores, mas nenhum campo forma maioria sem ele. Para chegar aos 41 votos da maioria absoluta, PL e Novo precisarão de nove senadores de fora da direita.

A nova configuração abre espaço para a tramitação de pedidos de impeachment de ministros do Supremo, uma bandeira do PL. Por decisão do ministro Gilmar Mendes, desde dezembro de 2025 são necessários 54 votos no Senado para aprovar um pedido de impeachment. Antes eram necessários 41 votos, maioria simples. Mesmo com a mudança, o número de votos necessários ficou mais próximo.

A composição ainda pode mudar. Três senadores com mandato até 2031 disputam o segundo turno para governador em 25 de outubro: Professora Dorinha Seabra, do União Brasil, no Tocantins, Alan Rick, do Republicanos, no Acre, e Omar Aziz, do PSD, no Amazonas. Se Aziz vencer, sua cadeira passa à suplente, Cheila Moreira, do PT.