A Polícia Federal indiciou, nesta quinta-feira (11), o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) por suspeita de desvio de dinheiro público da cota parlamentar. Segundo a investigação, uma organização criminosa da qual Gayer faz parte criou uma Organização de Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) com documentos falsos para receber verbas do mandato do parlamentar.
Também foram indiciados o filho de Gayer e assessores ligados ao gabinete. A PF atribui ao grupo, em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), os crimes de associação criminosa, falsidade ideológica, falsificação de documento particular e peculato.
O caso é um desdobramento da Operação Discalculia, deflagrada em outubro de 2024, quando a PF cumpriu 19 mandados de busca e apreensão em Goiás e no Distrito Federal, incluindo o gabinete do deputado na Câmara. Na ação, foram apreendidos cerca de 70 mil reais em espécie na casa de um assessor de Gayer.
As apurações tramitam sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, no STF. A assessoria de Gayer afirmou que não comentaria o assunto por “não comentar inverdades”.

