Partidos do Centrão que anunciaram nos últimos dois dias apoio no segundo a Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, contra o presidente Lula, colocaram na mesa de negociação a eleição para presidência na Câmara e espaços num eventual futuro governo. Na terça-feira (6), a federação formada por União Brasil e PP formalizou o apoio a Flávio. Nesta quarta (7), foi a vez do Republicanos. O Novo também entrou nesse grupo.

O acordo, por ora, envolve a reeleição de Hugo Motta, do Republicanos, ao comando da Câmara, apesar de o deputado ter apoiado Lula no primeiro turno. O partido também terá um ministério. As conversas apontam para que seu presidente, Marcos Pereira, seja o indicado.

A federação União e PP também ficará à frente de um ou mais ministérios, caso o PL comande o Senado. O comando dos partidos nega. Membros da federação ouvidos pelo Bastidor, contudo, afirmaram que as conversas, ainda em fase inicial, trataram da possibilidade de o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que é do União, contar com o apoio do PL à reeleição.

Neste caso, não houve avanço. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, lançou o senador Rogério Marinho, líder do partido no Senado, à presidência da Casa. O PL terá a maior bancada, com 28 senadores. Caso Marinho não seja o candidato, o PL deve apoiar Tereza Cristina ou Arthur Lira, ambos do PP.

Davi Alcolumbre, como mostrou o Bastidor, ligou para senadores para pedir votos a favor da Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a escala 6×1. A atitude gerou incomodo na oposição, que trata a pauta como oportunista em meio à eleição. Reservadamente, senadores admitem a dificuldade de votarem contra a PEC durante o segundo turno. Publicamente, defendem o adiamento da pauta.