O empresário Mariano Marcondes Ferraz, condenado a quase 10 anos de prisão na operação Lava Jato, apresentou ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, um pedido de extensão para anular a sentença que recebeu. Como tantos outros, Ferraz quer os mesmos efeitos do entendimento de Toffoli sore o caso do presidente Lula.

Ferraz é membro da aristocracia carioca. Foi preso em 2016 por pagar 868 mil dólares em propinas ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa para garantir a renovação de um contrato entre a Decal do Brasil – que representava – e a Petrobras, no Porto de Suape, em Pernambuco.

Ferraz foi entregue por Costa, primeiro delator do esquema. Foi preso. Poucos dias depois, pagou fiança de 3 milhões de reais e passou a responder em liberdade. Durante depoimento ao então juiz Sergio Moro, Ferraz reconheceu o crime, mesmo sem ter feito acordo de delação premiada. Disse que havia se arrependido e que jamais pagaria propina novamente. Chegou a agradecer o juiz pela operação.

Apesar do que Ferraz disse, seus advogados afirmam agora que ele também foi vítima do conluio entre Moro e os procuradores que conduziam a força-tarefa da operação. É o mesmo argumento dos demais réus da Lava Jato que obtiveram a anulação das suas sentenças.

Caso o ministro Dias Toffoli acolha o pedido, a a decisão deverá ser submetida ao crivo da Segunda Turma do Supremo.