O comandante do Exército, general Tomás Paiva, aceitou o pedido de transferência do tenente-coronel Mauro Cid para a reserva remunerada. A portaria já foi assinada e terá validade a partir de 1º de fevereiro.

Ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Cid atuou como figura central no processo que levou o ex-presidente à prisão, por tentativa de golpe de estado em 2022. Foi o único dos os réus a fazer acordo de delação premiada e entregar detalhes sobre a trama.

Cid chegou a ser preso em duas oportunidades durante as investigações. Assim como o ex-presidente, também foi condenado pela participação no golpe, mas cumpre pena de dois anos, em regime aberto, em virtude da colaboração.

Além de assumir a participação na tentativa de golpe, Cid afirmou ter atuado para alterar os cartões de vacina de Bolsonaro e da filha. Também confirmou detalhes sobre um esquema para a venda de joias que o presidente recebeu e que deveriam ficar como patrimônio da União.

Com a transferência para a reserva, Cid encerra a carreira militar. Sua aposentadoria será de cerca de 16 mil reais mensais. Diferentemente de outros colegas militares que participaram da tentativa de golpe, Cid não responde a nenhum processo na Justiça Militar, por isso não corre risco de perder a patente e a aposentadoria.